O presidente americano, Donald Trump, reagiu à decisão da Suprema Corte americana e já acionou novos mecanismos de cobrança de tarifas para as importações.

A derrota política de Trump é inquestionável, mas a econômica ainda é dúvida. Para não perder superpoderes, ele reorganiza o arsenal legal para sustentar as tarifas. Porém, é evidente que ele perdeu autonomia e vai precisar mais do Congresso.

O protecionismo continua sendo o eixo da política externa e econômica da Casa Branca, com a mesma lógica de confronto e de uso das tarifas como ferramenta de poder geopolítico. “Posso cobrar dos países muito mais do que cobrava antes; destruir o comércio deles”, disse Trump.

Para o Brasil, a cautela é a melhor alternativa (ou a única opção por enquanto) a dias da ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington.

No fim, a Suprema Corte conseguiu conter o método, mas Trump não vai ceder tão facilmente na estratégia que adotou na Casa Branca. Um projeto de poder econômico usado como arma para continuar definindo as regras do tabuleiro global.



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