UEM obtém novos registros no INPI e amplia portfólio de inovação tecnológica

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) inicia 2026 com importantes avanços na área de propriedade intelectual com a concessão de registros de programas de computador e a participação em uma patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As conquistas reforçam o papel da universidade na transformação do conhecimento científico em soluções tecnológicas protegidas, com potencial de aplicação acadêmica, institucional, industrial e social.

Entre os registros concedidos estão os softwares Obsidiana, Acesso_COR e HystTools 1.0, todos com a UEM como titular. As certificações asseguram o reconhecimento formal da autoria, a titularidade institucional e a organização jurídica das soluções, conforme a legislação brasileira aplicada a programas de computador, com validade de 50 anos.

O software Obsidiana, desenvolvido a partir de tecnologias web, foi criado pelos pesquisadores Gustavo Menon Miranda, Márcia Regina Paiva e Ronaldo Ranieri Bezerra. A ferramenta possui potencial de uso institucional e acadêmico e passa a integrar o conjunto de ativos digitais oficialmente protegidos da universidade. 

Segundo Márcia Regina Paiva, diretora da Biblioteca Central da UEM e uma das inventoras, o registro assegura a autoria e a titularidade institucional do software. “Além de organizar juridicamente seu uso e possíveis desdobramentos em outras frentes administrativas e acadêmicas”, diz .

Já o Acesso_COR – Aplicativo de Geolocalização, Tempo de Deslocamento e Acessibilidade aos Serviços de Reperfusão Coronária no Estado do Paraná, foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por Luciano de Andrade, Carlos Eduardo Arruda, Juraci Leandro Júnior, João Marcelo de Souza Baptista, Hudson Rogério Wagner Leandro, Gustavo Cezar Wagner Leandro, Felipe Hideaki Ueda, Mateus Amorim Aboboreira, Miyoko Massago, Amanda de Carvalho Dutra e Sanderland José Tavares Gurgel. 

A solução utiliza geolocalização e análise de acessibilidade para apoiar decisões rápidas no atendimento ao infarto agudo do miocárdio. “O aplicativo amplia a aplicação prática de pesquisas desenvolvidas na universidade, com potencial impacto direto na redução da mortalidade cardiovascular e na gestão dos serviços de urgência do SUS”, diz o professor Luciano de Andrade, do Departamento de Medicina.

Outro registro recente é o HystTools 1.0, desenvolvido na linguagem Python e voltado ao processamento e à análise computacional. O software tem como inventores Luiz Fernando Cotica, Gabriel Tolardo Colombo, Gustavo Sanguino Dias e Ivair Aparecido dos Santos, ampliando o conjunto de soluções tecnológicas protegidas produzidas no âmbito da UEM.

COTITULARIDADE – Além dos registros de programas de computador, pesquisadores da UEM também integram a equipe de inventores da patente “Aparato experimental para medidas de temperatura e pressão em sistema pressurizado”, concedida pelo INPI em 13 de janeiro, em cotitularidade com a Petrobras, responsável pelo pedido e pela gestão da patente.

A invenção propõe um aparato experimental para aquisição online de dados de pressão e temperatura durante a expansão de espécies gasosas em altas pressões, contribuindo para maior precisão na análise do coeficiente Joule-Thomson, com impactos diretos na segurança operacional e na eficiência de processos industriais.

A equipe de inventores da patente é composta pelos pesquisadores Lúcio Cardozo Filho, Paulo Cardozo Carvalho de Araújo, Regiani Aparecida de Almeida, Ricardo Vicente de Paula, Sebastião Paschoal Guerra, Vladimir Ferreira Cabral e João Rafael Perroni Ciambelli, reunindo especialistas de diferentes áreas do conhecimento.

NÚCLEO – As conquistas refletem a atuação do Núcleo de Inovação Tecnológica da UEM (NIT-UEM) na proteção e valorização dos resultados da pesquisa científica, fortalecendo a interação entre universidade, setor produtivo e sociedade. Ao ampliar seu portfólio de ativos de propriedade intelectual, a UEM consolida-se como um ambiente estratégico para o desenvolvimento de tecnologias com impacto real em áreas como saúde, computação e indústria.

O NIT-UEM foi criado para atender à Lei de Inovação nº 10.973/2004 e hoje é um dos principais elos entre a UEM e o setor empresarial, promovendo um ambiente favorável à inovação e desempenhando um papel importante na promoção da inovação tecnológica e do empreendedorismo na comunidade acadêmica. Sua atuação permite que os resultados das pesquisas acadêmicas sejam aplicados na solução de problemas reais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social de Maringá, da região, do Paraná e do Brasil.

Fonte: PARANAGOV

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