Após Michelle Bolsonaro anunciar que deixará o comando do PL Mulher, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, disse nesta terça-feira (30), que a sigla “cresceu demais” e que, por isso, “divergências” internas são “naturais”.
“Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é muito maior. As indignações internas não serão maiores do que a indignação coletiva de ver o que esse governo faz com o nosso país”, afirmou o dirigente do PL em nota.
No comunicado, Valdemar disse que “Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL mulher” e que sua decisão precisa ser respeitada.
A decisão de Michelle foi comunicada a Valdemar durante reunião, na na tarde desta terça. A ex-primeira-dama ocupava o posto de presidente do PL Mulher desde o início de 2023.
O motivo citado por Michelle é a vontade de se dedicar exclusivamente aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A saída do comando do PL Mulher ocorre após um atrito público entre a ex-primeira-dama e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Na semana passada, Michelle publicou um vídeo afirmando ter levado uma “punhalada” no ano passado e expôs atritos com o filho mais velho de Jair Bolsonaro. Depois da publicação e numa tentativa de construir uma imagem mais conciliadora, Flávio pediu desculpas à ex-primeira-dama.