A Confederação Brasileira de Vôlei acionou o Supremo Tribunal Federal para apontar a inconstitucionalidade de um requerimento com caráter de urgência aprovado pela Câmara Municipal de Londrina que prevê a proibição de atletas trans em disputas esportivas no município.

A votação nesta quinta-feira (26) terminou com 12 votos favoráveis e 4 contra. A definição da Câmara aconteceu um dia antes dos jogos da Copa do Brasil no ginásio Moringão, onde a atleta trans Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está na disputa.

A base do requerimento é a lei Nº 13.770, de 2024, de autoria da vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), a Jessicão, que dispõe sobre a proibição “da participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas no município de Londrina e da outras providencias”.

A CBV rebateu o requerimento. “A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) está adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil. A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política elegibilidade de atletas trans da CBV”, diz a nota da entidade.

Tifanny Abreu e nem o Osasco comentaram o incidente. O espaço está aberto para manifestações.

As semifinais da Copa do Brasil de Vôlei vão acontecer em Londrina, no ginásio Moringão. Nesta sexta (27) Flamengo x Osasco São Cristóvão Saúde jogam às 18h30. Às 21h, a outra partida será entre Gerdau Minas x Dentil Praia Clube. Os vencedores se enfrentam na grande final no sábado (28), sábado, às 21h.

Multa e proibições

Segundo a lei, o descumprimento acarretará na “revogação imediata do alvará de realização de evento e pagamento de multa administrativa no valor de R$10.000,00”.

A lei, porém, confunde gênero (masculino ou feminino) com orientação sexual. Segundo o texto “define-se como sexo biológico de seu nascimento ‘Feminino’ ou ‘Masculino’, prevalecendo assim, a proibição da participação de atleta”.

De acordo com o texto, se o gênero for “identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento: Gay, Lésbica, Bissexual, Pansexual, Intersexual, Assexual, Transexual, Agênero, Não binário de gênero, Cisgênero, Transgênero, Travesti, entre outros”, o atleta estará infringindo a lei municipal.

Tifanny Abreu

Aos 40 anos, Tiffany é atleta do Osasco São Cristóvão Saúde. Ela é a única atleta transgênero na história do vôlei de elite feminino no Brasil a competir.

Após diversas tentativas para regularizar sua participação em campeonatos femininos, a ponteira recebeu uma autorização da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para competir.

Na última temporada, ela se tornou a primeira mulher trans a vencer a Superliga com o Osasco.



Source link

Últimas Notícias

plugins premium WordPress

MENU

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Polícia prende membros de gangue de roubo de carros na Zona Sul do Rio

Fim de semana terá provas dos Jogos de Aventura e Natureza no Litoral do Paraná

Ex-ministro do TSE defende fundo da família Toffoli no STF | Blogs | CNN Brasil

Madril e Dilceu Sperafico homenageiam forças de segurança em Cascavel

Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia

Mulher é baleada no rosto e suspeito é preso após perseguição policial em Cascavel

Unioeste inclui telecirurgia robótica na aprendizagem de estudantes de Medicina

SUV recheada com maconha é apreendida pela PRF

Fortes chuvas: quarto dia após tragédia contabiliza 68 mortos em MG

Trump diz que não tomou decisão sobre Irã, mas alerta: “Não estou feliz”