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A União Europeia deu um passo significativo na luta contra as mudanças climáticas ao aprovar uma nova meta de redução de emissões de gases de efeito estufa. O bloco europeu estabeleceu o objetivo de reduzir em 90% suas emissões até 2040, superando as expectativas iniciais e demonstrando um compromisso mais robusto com a questão climática, segundo o analista de meio ambiente da CNN e professor da USP (Universidade de São Paulo) Pedro Côrtes.

O novo compromisso representa uma evolução considerável em relação às metas anteriores. Para 2030, a meta de redução de emissões líquidas foi elevada de 40% para 55%, um aumento de 15 pontos percentuais. O plano prevê ainda que o bloco alcance a neutralidade climática até 2050.

“A Europa entregou esse compromisso aos 45 do segundo tempo. Acredito que esse timing tenha sido exatamente para que o aperto de mão [entre Lula e Ursula von der Leyen] pudesse ocorrer sem constrangimentos”, afirmou o professor no Live CNN.

Oportunidades para o Brasil

A nova meta europeia pode trazer benefícios significativos para o Brasil através do mercado de créditos de carbono. Empresas europeias que não conseguirem atingir suas metas de redução poderão compensar suas emissões financiando projetos de recuperação florestal e transição energética em território brasileiro.

“Um ponto positivo para o Brasil é que uma parte dessa redução pode ser feita a partir de créditos de carbono. Melhor para a gente porque, quando se faz a recuperação florestal, a gente está reconstituindo um bioma”, apontou Côrtes.

Entre as iniciativas que podem receber investimentos estão projetos de recuperação de biomas, que além de removerem CO2 da atmosfera através da fotossíntese, contribuem para a reconstituição dos ecossistemas. O Brasil também possui diversos projetos de transição energética em andamento, como a produção de biodiesel e combustível sustentável de aviação.

A aprovação da lei do mercado regulado de crédito de carbono no Brasil, ocorrida no final de 2023, deve facilitar essas transações. A regulamentação está em desenvolvimento e a expectativa é que esteja em pleno funcionamento até o final de 2025, criando um ambiente propício para essas negociações internacionais.



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