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O coordenador da frente parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (PL-DF), disse à CNN que não avalia a necessidade de equipar as facções criminosas a grupos terroristas.

A pauta é uma demanda dos partidos de oposição, que prometem apresentar um destaque na votação do PL Antifacção, que pode ser votado na semana que vem.

Fraga reconhece que o assunto pode causar discórdia, mas observa que as penas aplicadas a integrantes de facções criminosas no relatório de Guilherme Derrite (PP-SP) são superiores ao crime de terrorismo.

“As penas aplicas a facções criminosas são superiores ao crime de terrorismo. Não vejo essa necessidade. Eu fiquei satisfeito”, afirmou.

O parlamentar disse, porém, que deve apresentar um destaque para agilizar o bloqueio de bens de envolvidos nos grupos criminosos. A ideia dele é que se torne automático a partir de decisão de um juiz de primeira instância.

“O relator Guilherme Derrite tem ouvido e acatado sugestões. O relator tem de ter um bom ouvido e escutar as pessoas. E ele tem feito isso”, elogiou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), adiou a análise da proposta para terça-feira (18). O governo federal, porém, ainda considera o último relatório insuficiente.

Pelos cálculos do governo federal, a PF (Polícia Federal) pode perder R$ 27 milhões com as mudanças feitas pelo relator. Além disso, o parecer abriria brechas para criminalizar movimentos sociais.



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