Junto com o avanço da inteligência artificial, vem também uma nova corrida global por energia elétrica.
O aumento no uso de ferramentas de IA generativa, como assistentes virtuais e modelos de linguagem, elevou significativamente a demanda por data centers — estruturas responsáveis pelo processamento, armazenamento de dados e operação dessas tecnologias.
Para Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, a expansão da computação baseada em IA pode provocar uma transformação energética comparável à revolução do petróleo.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o consumo de eletricidade dos data centers e da IA pode mais que dobrar até 2030.
O assunto já mobiliza grandes empresas de tecnologia, que buscam alternativas para reduzir os custos energéticos e os desafios de refrigeração dos centros de dados.
Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, uma das propostas mais ousadas vem sendo estudada por Elon Musk de levar data centers para o espaço.
“O empresário tem essa proposta para reduzir essa necessidade crescente de energia e resfriamento, que hoje é um dos grandes problemas da indústria”, observa Pascowitch.
A ideia não é inédita. Nos últimos anos, empresas de tecnologia também realizaram testes com data centers submersos no oceano para aproveitar a refrigeração natural da água.
“Os data centers consomem muita energia e água. Levar essas estruturas para o espaço pode ser interessante porque a SpaceX conseguiu baratear muito o acesso espacial. Além disso, existem dois fatores importantes: o resfriamento e a energia solar, que pode ser muito mais eficiente fora da atmosfera terrestre”, explica Bernardo.
Na visão de Godoy, “o avanço da demanda energética ligada à IA também pode abrir oportunidades estratégicas para países com forte capacidade de geração elétrica, como o Brasil”.
Apesar disso, o apresentador alerta que o país precisa avançar também no desenvolvimento tecnológico ligado à inteligência artificial.
“A grande questão é saber se o Brasil vai liderar apenas na geração de energia ou se também vai investir no desenvolvimento da IA, que é o que pode gerar crescimento econômico e ganho de produtividade no futuro”, complementa Thiago.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.