Militares à frente da operação de Garantia da Lei e da Ordem na COP de Belém relataram a CNN Brasil que os monitoramentos de inteligência até agora descartam risco de atentados violentos durante o evento e que o foco da operação será a mobilidade urbana e a segurança nas manifestações previstas.
Desde a manhã de segunda-feira, a força-tarefa que cuida da segurança do evento faz varreduras nos locais por onde as delegações internacionais passarão. São esperados nesta semana em Belém pelo menos 53 chefes de estado ou de governo para a Cúpula dos Líderes.
Nem mesmo o receio de eventuais retaliações do Comando Vermelho aos integrantes da facção egressos do Pará mortos na megaoperação do Rio na semana passada despertou algo que chamasse a atenção. Como mostrou a CNN Brasil, nos dias que se sucederam a operação houve reforço policial nas áreas onde atuavam os criminosos mortos em Belém.
Com isso, o foco da GLO deve ser se somar a força-tarefa da segurança para o evento e zelar pela mobilidade urbana e pela segurança nas manifestações previstas ao longo do evento.
Por ser a primeira COP em um país democrático após três edições em países com restrições democráticas, a expectativa é de muitas manifestações.
Nas últimas três edições elas ocorreram em países com restrições a livre manifestação. Em 2022 foi realizada em Sharm el-Sheikh, no Egito; em 2023 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos e em 2024 em Baku, no Azerbaijão.
Nesse sentido, movimentos sociais e ONGs ambientais se organizam para ocupar as ruas e tentar ampliar o alcance de suas agendas e pressionar autoridades e o setor privado que farão os debates do evento a tomar suas decisões com um olhar para além da estrutura oficial.
A ideia é criar uma espécie de “street zone”, em tradução livre uma “zona da rua”, uma clara alusão a “green zone” e a “blue zone” que compõem a estrutura oficial das COP e onde ocorrem os debates, respectivamente , do setor privado e das autoridades.