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A esquerda mineira cobra a arbitragem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre quem será o candidato ao governo do estado.

O fim de semana foi de articulações em Minas Gerais, com reuniões do presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, com potenciais nomes para o palanque de Lula.

Edinho esteve em encontros com membros do PT de Minas e também teve uma reunião com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).

A conversa com Kalil foi considerada boa por aliados do ex-prefeito, que viram o pedetista pela primeira vez sair do “modo defensivo” e se abrir para uma construção conjunta.

Edinho teria sinalizado a Kalil que foi para a reunião a pedido do presidente Lula e os dois deixaram em aberto outras conversas.

Kalil vinha sinalizando até aqui que não gostaria de uma aliança com o PT no primeiro turno da eleição ao estado e que um acordo dependeria de um gesto do próprio Lula.

No PT de Minas, no entanto, a defesa é para que haja encaminhamento de uma candidatura própria da sigla. Membros do partido trabalham para evitar que a decisão do comando estadual não seja tratorada pelo PT nacional.

Presidente da sigla em Minas, a deputada estadual Leninha fala em uma construção coletiva.

“Nós vamos construir em conjunto com a federação uma candidatura para o governo de Minas, mas ainda não fechamos nenhum nome”, disse à CNN.

A sigla estadual testa nomes em pesquisas próprias: Marília Campos, ex-prefeita de Contagem; além de Reginaldo Lopes e Rogério Correia, que são deputados federais.

Marília, no entanto, é dada como certa para ser candidata ao Senado. Ela frisou a candidatura no fim de semana, em uma postagem de uma foto ao lado de Edinho.

“Conversei com Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre o cenário político de Minas Gerais e o andamento da nossa pré-campanha ao Senado”, afirmou.

Já Reginaldo Lopes disse à CNN que, após a promulgação da PEC do fim da jornada 6×1, irá conversar sobre o assunto. Ele foi um dos autores da proposta na Câmara e que ainda precisa do aval do Senado.

Rogério Correia, por sua vez, afirmou à CNN que as últimas conversas foram inconclusas, mas que vê a criação de condições de lançamento de candidatura própria do PT.

Nomes do PSB também ainda são considerados pelo comando nacional do PT para a composição de chapa em Minas, como Josué Alencar e Jarbas Soares.

O empresário Josué Alencar é filho do ex-vice de Lula nos dois primeiros mandatos, José Alencar. Diferentemente de outros momentos em que teve o nome ventilado para entrar na política, desta vez lideranças afirmam ver sinalizações positivas.

Jarbas é muito próximo do senador Rodrigo Pacheco, que era a opção número 1 do presidente Lula para a disputa e deu o não definitivo ao PT nos últimos dias.



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