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A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou os pedidos do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, para que negociações entre Cuba e Estados Unidos ocorram em pé de igualdade.

“Penso que, tendo em vista o fato de que o governo cubano está nas últimas e seu país, à beira do colapso, eles deveriam ser cautelosos em suas declarações dirigidas ao presidente dos Estados Unidos”, afirmou Leavitt em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5).

Segundo a porta-voz, Cuba e Estados Unidos já estão com conversas em andamento, nos termos impostos por Washington.

Mais cedo, Díaz-Canel disse que Cuba está disposta a dialogar com os EUA, desde que sem condicionantes restritivas ao país caribenho.

“[Dialogamos] em posição de igualdade, de respeito à nossa soberania, à nossa independência, à nossa autodeterminação. Sem abordar questões que entendamos como ingerência em nossos assuntos”, declarou o presidente a jornalistas na capital Havana.

Cuba enfrenta desde janeiro um bloqueio imposto pelos EUA que impede a ilha de importar petróleo de outros países.

O petróleo — majoritariamente importado — é a principal matriz energética da ilha caribenha. Sem ele, Cuba vem passando por apagões, escassez em postos e altas nos preços de alimentos.

O bloqueio direto a Cuba começou dias após os EUA derrubarem Nicolás Maduro do governo da Venezuela, no início de janeiro. O país sul-americano, que agora tem suas exportações de petróleo tuteladas por Washington, era o principal fornecedor da commoditie para os cubanos.

Primeiro, os americanos proibiram exportações de petróleo da Venezuela para Cuba. Depois, passaram a ameaçar com tarifas países que continuassem a enviar combustível para a ilha.

Em linha que o vem sendo feito sobre a Venezuela, o presidente dos EUA, Donald Trump, justifica este aumento da pressão americana sobre a ilha como uma reação às relações políticas e militares do Partido Comunista de Cuba com a China e, especialmente, a Rússia.

Em entrevista à CNN na quarta-feira (4), o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, disse que uma mudança de regime no país não está em discussão pelo lado cubano.

“Cuba não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos. Não é agressiva contra os Estados Unidos. Não é hostil. Não abriga terroristas, nem os patrocina. Não há bases militares estrangeiras em Cuba, ao contrário do que se diz – com exceção de uma, em Guantánamo, uma base americana”, declarou.

* Com informações da Reuters e da CNN



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