O pré-candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, tem sido aconselhado a escolher uma mulher evangélica como vice em sua chapa eleitoral.
O objetivo seria tentar neutralizar a influência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre o eleitorado de direita, reduzindo impactos negativos.
As últimas pesquisas eleitorais mostraram que o vídeo de Michelle contra Flávio teve pouco efeito sobre o eleitorado de direita, mas pode ter afastado os moderados, segmento formado majoritariamente por mulheres.
Além disso, há um receio no PL de que as críticas de Michelle não se resumam ao vídeo, o que seria aconselhável já criar uma espécie de vacina eleitoral.
Nos últimos dias, dirigentes do partido começaram a defender que uma mulher evangélica poderia ocupar um espaço importante no palanque com a provável ausência de Michelle.
O ideal, segundo dirigentes da legenda, seria um nome do Republicanos, o que atrairia a sigla para a chapa de direita. Hoje, o partido de Tarcísio de Freitas tende a ficar neutro na disputa nacional.
A expectativa é de que Flávio trate do assunto com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira. A sigla tem uma ligação histórica com o segmento evangélico.
No PL, uma participação de Michelle na campanha de Flávio já é dada como descartada. A ex-primeira-dama disse ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, que não pretende apoiar o enteado.
Depois da repercussão negativa do vídeo, Michelle decidiu submergir. Ela deve retornar aos holofotes agora só em agosto, para sua campanha para senadora no Distrito Federal.