Anúncio


O Tribunal do Júri de Planaltina no Distrito Federal encerrou, no sábado (18), após seis dias, o julgamento que condenou cinco réus denunciados pelos crimes relacionados a maior chacina da história do DF.    

A Justiça condenou os acusados pelos crimes de homicídios qualificados, roubos, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor.

O júri contou com a participação de 18 testemunhas. Os crimes aconteceram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e ficaram conhecidos como a maior chacina da história do DF, quando dez pessoas da mesma família foram executadas. 

As vítimas foram identificadas como Marcos Antônio Lopes de Oliveira; a esposa dele, Renata Juliene Belchior; a filha do casal, Gabriela Belchior de Oliveira; o filho do casal, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira; a esposa de Thiago, Elizamar da Silva; os filhos de Thiago e Elizamar, Rafael (6 anos), Rafaela (6 anos) e Gabriel (7 anos); a ex-companheira de Marcos, Cláudia da Rocha Marques; e a filha de Marcos e Cláudia, Ana Beatriz Marques de Oliveira.

O crime foi classificado pelo Ministério Público como um “familicídio”, motivado pela tentativa dos réus de se apossarem de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões e valores em espécie das vítimas. 

O juiz Taciano Vogado, do Tribunal do Júri de Planaltina, ressaltou que em 33 anos de tribunal, nunca teve um caso de tamanho tão grande como esse, e que trouxesse tanta desgraça para outras pessoas. 

Penas dos réus  

Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena. Ele foi condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção. Ele responde pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.  

Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, além de 11 meses de detenção, pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado. 

Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi condenado a 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de um ano de detenção. O réu foi sentenciado pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.  

Fabrício Silva Canhedo foi condenado a 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, além de um ano de detenção. Ele foi condenado por extorsão qualificada, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.  

Já Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a apenas dois anos de reclusão pelo crime de cárcere privado.

*Sob supervisão de Luan Leão



Source link

Últimas Notícias

plugins premium WordPress

MENU

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Caso Henry Borel: Gilmar rejeita recurso e mantém ordem de prisão da mãe

Feriados elevam vendas de bebidas e itens de churrasco, diz levantamento

Dia dos Povos Indígenas: reportagem celebra vozes ancestrais e debate papel da Justiça na proteção de grupos originários

ações em várias frentes no Paraná garantem saúde integral aos povos indígenas

Preterido na SRI, aliado de Gleisi assume agência de desenvolvimento | Blogs | CNN Brasil

City vence Arsenal e depende de si para ser campeão da Premier League

Com apoio do Anjo Inovador, startup paranaense desenvolve cinta massageadora para suinocultura

Maior chacina do DF: Soma das penas dos condenados passa de mil anos

Capotamento é registrado em Campo Mourão

Datafolha: 2 em cada 3 brasileiros dizem ter dívidas financeiras