O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira segue internado na UTI (Unidade de de Terapia Intensiva) do Hospital Samaritano da Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Ele tem quadro pulmonar estável, segue sedado e não tem previsão de alta. A informação foi divulgada pela unidade hospitalar neste sábado (20).
O treinador do tetracampeonato do Brasil em Copas do Mundo ainda respira com auxílio de aparelhos, segundo o boletim médico mais recente. Além disso, foi informado que a sedação passa por processo de redução gradual.
Parreira é acompanhado pelo pneumologista intensivista, Arthur Vianna, e a equipe assistencial e multidisciplinar do hospital.
Parreira e o linfoma de Hodgkin
Parreira tem um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que começa no sistema linfático, um conjunto composto por órgaõs e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vazos que conduzem células por meio do corpo.
A característica da doença é se espalhar ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro. A expansão ocorre por meio dos vasos linfáticos. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo), geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna, que é capaz de se multiplicar e disseminar.
Assim, a célula maligna passa a produzir, nos linfonodos, cópias idêniticas, que também podem ser chamadas de clones. Essas células podem também ir para outros tecidos próximos com o passar do tempo, e se não tratadas, atingir outras regiões do corpo.
Homens costumam ter maior propensão à doença do que mulheres. E ela costuma se originar com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax.