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O irmão da presidente interina da Venezuela e presidente do Legislativo, Jorge Rodríguez, disse nesta quinta-feira (5) que os chavistas pedem perdão pelos presos do país e também perdoar.

“Nós pedimos perdão e temos que perdoar também”, afirmou Rodríguez, durante o debate que antecedeu a aprovação inicial da Lei de Anistia para presos políticos durante o período dos governos chavistas, entre 1.999 e 2026.

O projeto de lei foi pedido pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez. Ela e o presidente do Legislativo venezuelano são filhos de um dirigente socialista que foi torturado e morreu na prisão em 1976, durante o governo de Carlos Andrés Pérez.

“Pedimos perdão porque, eu digo com clareza, eu não gosto dos presos”, expressou ele sobre os atuais detidos no país, ao presidir a sessão parlamentar.

Para Rodríguez, seus aliados de partido devem seguir o “exemplo” de Hugo Chávez após o golpe de Estado de 2002, que “depois de ser sequestrado (…) pediu perdão e perdoou”.

Segundo ele, será necessário “engolir sapos” para a aprovação da lei. Inicialmente aprovado, o texto do projeto não foi tornado público pelas autoridades.

Um assessor parlamentar afirmou à CNN Brasil que nem mesmo deputados opositores receberam o conteúdo integral da lei votada. O hermetismo levou organizações de direitos humanos venezuelanas como Foro Penal e Provea a pedirem transparência no processo de aprovação.

A agência Reuters afirma ter obtido uma minuta da lei que prevê clemência imediata a pessoas presas por participarem de protestos políticos e criticarem figuras públicas, restituição dos bens dos detidos, e cancelamento de medidas da Interpol e de outras autoridades internacionais contra os abrangidos pelo projeto, permitindo seu retorno ao país.

O texto ainda será submetido a uma comissão conformada por opositores e chavistas que realizarão uma consulta pública sobre a lei de anistia, e passará por uma votação final.

Segundo a organização Foro Penal, 383 presos por motivos políticos foram soltos desde 8 de janeiro, mas cerca de 600 ainda esperam estar em liberdade.



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