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A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, deu a entender nesta semana uma possível mudança nos princípios não nucleares do país, que já existem há décadas, levantando especulações de que ela pode tentar revisar a proibição da entrada de tais armas em seu território.

Takaichi disse na segunda-feira (10) no parlamento que não poderia dizer se esses três princípios, de não possuir, produzir ou introduzir armas nucleares em seu território, serão mantidos em uma próxima revisão da estratégia de segurança do Japão.

“Não posso fazer uma declaração definitiva ou dizer que ela será escrita dessa maneira”, disse ela, respondendo a uma pergunta de um parlamentar da oposição. Ela acrescentou que, por enquanto, o governo ainda adere a eles como uma diretriz política.

Seus comentários anteriores e sua recusa em se comprometer com a promessa mantida pelas administrações japonesas desde 1967 levantaram a possibilidade de ela tentar revisar o terceiro princípio, que proíbe a entrada de armas nucleares no território do Japão.

Em um livro de 2024, antes de assumir o cargo, ela descreveu esse princípio como não realista, pois os Estados Unidos podem precisar trazer armas nucleares para o Japão para deter rivais. O Japão, assim como a vizinha Coreia do Sul, está protegido pelo chamado guarda-chuva nuclear de Washington.

Há uma crescente disposição política e pública no Japão para afrouxar essa promessa, embora o assunto continue sendo um tabu na única nação que sofreu um ataque com bomba atômica, segundo uma investigação da Reuters publicada em agosto.

Alguns parlamentares do Partido Liberal Democrático (PLD), partido governista de Takaichi, disseram que os EUA deveriam ter permissão para trazer armas nucleares para o Japão, em submarinos ou outras plataformas, para fortalecer a dissuasão à medida que a China expande seu arsenal nuclear.

O parceiro de coalizão de Takaichi, o Partido da Inovação do Japão, ou Ishin, também defendeu anteriormente que o país reconsiderasse os três princípios.

Grupos antinucleares no Japão se opõem ferozmente a essas medidas, dizendo que Tóquio é moralmente obrigada a se opor às armas nucleares, incluindo sua presença em solo japonês, devido aos horrores dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki no final da Segunda Guerra Mundial.

Mas à medida que essas lembranças se desvanecem e as ameaças regionais aumentam, as pesquisas de opinião pública mostram uma abertura cada vez maior para a discussão de opções nucleares alternativas.

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, recusou-se a esclarecer a posição de Takaichi quando perguntado em uma coletiva de imprensa regular nesta quarta-feira (12), dizendo que o governo “se abstém de fazer quaisquer suposições nesta fase”.



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