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A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e o Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (INEA/RJ) aprovaram o aumento da transposição do Jaguari-Atibainha para reforçar abastecimento do Sistema Cantareira, que amplia a condição hídrica da Região Metropolitana de São Paulo.  

A decisão, de caráter excepcional e temporário, formalizada por meio de comunicado conjunto assinado pelas instituições nesta segunda-feira (22), visa implementar a ampliação da captação suplementar de água do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, do Sistema Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro, para o reservatório Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira. 

A medida, que tem validade até 31 de dezembro de 2026, atende solicitação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) diante das condições de estiagem e da necessidade de ampliar o abastecimento de toda a região.  

Assim, o volume anual máximo de água passível de transposição da UHE Jaguari para o reservatório Atibainha em 2026 passa de 162 hm³ para até 268,28 hm³, representando um volume suplementar de 106,28 hm³ e uma vazão máxima de captação de 8,5 m³/s. 

A ampliação já foi adotada em outros momentos como em 2021 e 2025, quando a crise hídrica também atingiu a Grande São Paulo.  

O aumento da transposição será automaticamente suspeito quando o Sistema Cantareira operar acima de 60% de seu volume útil. Hoje, ele atua com volume útil abaixo do determinado para a faixa, de 39,9%. 

Além da decisão mais recente, as autoridades também aprovaram, até dezembro de 2027, ajustes temporários nas regras de operação de alguns reservatórios do Sistema Hidráulico Paraíba do Sul. 

Também seguem estudando os impactos da captação suplementar e identificar alternativas que aumentem a oferta de água nas bacias dos rios Paraíba do Sul, Piracicaba e Alto Tietê. 

Em resposta a Sabesp informou, por meio de nota, que acompanha a evolução dos níveis dos reservatórios, das vazões e das condições climáticas, ajustando a operação conforme as regras técnicas e regulatórias. E que entre as medidas adotadas para reforçar a segurança hídrica está a redução da pressão noturna da água no período de menor consumo.  

A Companhia também ressaltou que intensifica as ações de redução de perdas e modernização da rede de abastecimento.  

A Sabesp ainda informou que as iniciativas integram uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas, baseada na diversificação das fontes de abastecimento, no fortalecimento dos mananciais, na ampliação da disponibilidade hídrica e na melhoria contínua da eficiência operacional. 

*Sob supervisão de AR.



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