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Cabo Verde inicia sua primeira participação na história em uma Copa do Mundo em um confronto pelo Grupo H contra a campeã europeia Espanha, e o técnico Bubista afirmou que deseja que sua equipe não apenas aproveite o torneio e apresente seu país ao mundo, mas também seja competitiva.

Os estreantes dificilmente poderiam ter pedido uma estreia mais difícil, já que enfrentarão uma das favoritas ao título nesta segunda-feira (15), mas Cabo Verde está determinado a aproveitar ao máximo essa oportunidade.

“Não viemos aqui apenas para participar; viemos para competir, e isso está claro para a nossa equipe”, disse Bubista em entrevista coletiva no domingo (14).

O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, falou sobre Cabo Verde em sua coletiva de imprensa e afirmou que a seleção pode ser uma das equipes capazes de surpreender. Bubista deixou claro que seu time não pretende facilitar para ninguém.

“Nosso time está preparado para jogar de forma ofensiva, se necessário, e queremos mostrar isso. Durante todo esse período, nossa equipe deu provas de maturidade, e espero que isso continue”, afirmou.

Uma questão de identidade

Apesar de querer ver um Cabo Verde competitivo, Bubista foi além das quatro linhas e destacou a importância de mostrar a identidade do país através da participação na Copa do Mundo.

“Temos conversado sobre o quanto queremos aproveitar a partida e a Copa do Mundo. Já dissemos que nossa classificação para a Copa do Mundo significa mais do que apenas futebol. É uma conquista cultural e musical”, disse Bubista em coletiva no domingo (14).

“Queremos mostrar o nosso país, então é uma oportunidade incrível poder apresentá-lo ao mundo. Estamos muito felizes por enfrentar a Espanha em nossa estreia. É um começo maravilhoso. Este é um sonho que se torna realidade”, completou.

Para Bubista, mostrar a identidade de sua nação é o mais importante em um grupo que também conta com Arábia Saudita e Uruguai.

“Queremos mostrar tudo aquilo que preparamos durante o período de qualificação. Queremos competir e levar a nossa identidade. Poder disputar estas três partidas da fase de grupos com coragem e determinação, mostrando ao mundo quem somos como equipe, mas também como país”, afirmou.

“Quando mencionamos nossa identidade, estamos falando, na verdade, de quem somos como povo. Gostamos de desafios e dificuldades porque gostamos de superá-los. Nossa bandeira estará tremulando, e isso é o mais importante, entre as bandeiras das equipes mais fortes do mundo.”



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