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A PF (Polícia Federal) avalia que há margem de negociação no Senado Federal para mudanças no PL Antifacção aprovado nesta terça-feira (18) pela Câmara. A expectativa é que os senadores analisem o texto ainda neste ano.

O diagnóstico de integrantes da PF é de que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), definido como relator, amplie o canal de diálogo. O parlamentar é ex-delegado da Polícia Civil.

A ideia é convencer os parlamentares a ampliarem o financiamento da PF. Valores apreendidos em operações são considerados cruciais pela corporação no enfrentamento ao crime organizado.

A proposta aprovada na Câmara dos Deputados reduz, segundo cálculos do governo, R$ 27 milhões dos recursos para a Polícia Federal e destina cerca de R$ 300 milhões a fundos federais.

Um dos pontos questionados é a divisão dos bens apreendidos com as polícias estaduais. Hoje, eles são retidos pela União.

Além da tentativa de reconstituir os recursos, o objetivo da PF é pressionar por alterações na participação do Ministério Público em todas as investigações.

O projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados estabelece que o Ministério Público participará de todos os procedimentos investigatórios. O receio é o vazamento de operações sigilosas.



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