Em meio à pressão crescente pela saída do senador Jaques Wagner da liderança do governo, aliados passaram a ventilar nos bastidores o que consideram uma saída honrosa para o parlamentar.
Fontes próximas a Wagner ouvidas pela CNN defendem que o governo avalie adiar um pouco o afastamento. Ou cogite uma licença temporária do cargo, para que o senador se defenda das acusações da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.
Os defensores de Wagner argumentam que sua saída imediata da liderança passaria a mensagem de que o governo e, em última instância, o próprio presidente Lula acreditam na culpa do senador.
A tese é que isso poderia servir até mesmo de munição para o campo adversário. E que, ao esperar a poeira baixar, Lula poderia amenizar o desgaste do caso para o próprio governo, sem deixar de dar uma resposta ao episódio.
Lula e Wagner devem se reunir ainda nesta semana. A expectativa é de que o encontro ocorra amanhã (24). A data, segundo petistas, é estratégica para amenizar a repercussão de um possível afastamento, já que é dia de jogo do Brasil na Copa.
Muito da pressão pela saída do líder do governo vem do temor de que o caso contamine o presidente Lula. O assunto foi tema da reunião realizada ontem pela coordenação da campanha petista.