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Foram oito longos anos até a Suprema Corte condenar os responsáveis pelo crime político mais chocante da história do Brasil e para que o Congresso decidisse encarar a responsabilidade de pôr limite ao avanço das organizações criminosas.

Entre o julgamento dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco e o debate sobre o projeto antifacções, muitos elementos se encontram. O poderio das mílicias e das facções, a corrupção, as alianças entre crime, política e polícia. E claro, a misoginia e o racismo.

Porém, em meio a tantos elementos e articulações, o país deu um recado importante nesta semana: de que a Legislação precisa ser mais dura com o avanço do crime organizado, e que a Justiça, mesmo não sendo capaz de apaziguar a dor, como disse a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Carmem Lúcia, não pode ser complacente com o absurdo.

Um país que encara a tarefa difícil contra milícias e facções dá um recado à impunidade e não permite que outras Marielles sejam assassinadas.



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