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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que não vai tolerar atos de vandalismo e violência após um episódio de protestos relatados na ilha, mergulhada em uma grave crise energética.

Em publicação na rede social X, Díaz-Canel disse compreender o sofrimento causado pelos cortes de energia à população e classificou as reclamações como “legítimas”.

A declaração veio após relatos de que manifestantes atacaram um escritório do Partido Comunista em Morón, no centro de Cuba, na madrugada deste sábado (14), em uma rara demonstração pública de dissidência.

Vídeos nas redes sociais mostraram um grande incêndio e pessoas atirando pedras nas janelas do prédio, enquanto vozes gritavam “liberdade” ao fundo.

Nos últimos dias, pequenos grupos de moradores de Havana têm batido panelas em protesto contra os prolongados apagões, em manifestações conhecidas como “cacerolazos”, ou panelaços, em português.

A situação econômica de Cuba tem sido agravada por medidas do governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump cortou as exportações de petróleo venezuelano para a ilha e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo a Cuba, aumentando a pressão sobre uma economia já marcada por escassez de alimentos, combustíveis, eletricidade e medicamentos.

Protestos públicos, especialmente violentos, são extremamente raros em Cuba.

A Constituição de 2019 garante o direito de manifestação, mas uma lei que detalha esse direito ainda está parada no Legislativo, deixando cidadãos que vão às ruas em um limbo jurídico.



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