O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), solicitou uma análise da área técnica do tribunal antes de decidir qual ministro será o relator do pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou em maio um pedido de ampliação do escopo do inquérito que apura a atuação internacional do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) contra autoridades brasileiras.
Fachin determinou que a Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária preste esclarecimentos sobre os critérios de distribuição. A partir da resposta da área técnica, o ministro decidirá quem assumirá o caso.
O pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes e solicita a inclusão do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no escopo investigatório do caso.
No documento, o deputado diz existir uma conexão entre a atuação de Eduardo nos Estados Unidos, a campanha internacional por sanções contra ministros do STF e o financiamento do filme “Dark Horse”.
Instado a se manifestar, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o caso saia do gabinete de Moraes e seja redistribuído para o ministro André Mendonça, relator do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master no STF.
Em manifestação à Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que os fatos narrados na ação já são objeto de uma petição em tramitação no STF sob relatoria de Mendonça. Por isso, defendeu que o caso seja redistribuído ao ministro por prevenção.
No início do mês, a defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu que Fachin declarasse Moraes suspeito de analisar o pedido de Lindbergh e que Mendonça fosse sorteado relator da solicitação de investigação.