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A World Climate Foundation (WCF) anunciou nesta quinta-feira (14) o lançamento de uma nova janela de investimentos com 40 milhões de euros para financiar projetos de adaptação climática no continente africano. O mecanismo, chamado Adaptation Finance Window for Africa (AFWA), busca atrair pelo menos 100 milhões de euros adicionais em capital privado para ações de resiliência em países altamente vulneráveis aos impactos da crise climática.

A iniciativa será operada por meio da Investment Mobilisation Collaboration Alliance (IMCA), coalizão criada em 2023 por países nórdicos e pelos Estados Unidos. Segundo informações repassadas à CNN, os EUA deixaram a parceria neste ano, e a USAID — agência americana de desenvolvimento — se retirou formalmente da IMCA em fevereiro de 2025. Com a saída, a WCF continuou o papel que a USAID desempenhava da aliança, responsável por coordenar os parceiros e implementar as ações previstas.

Os 40 milhões de euros anunciados agora são classificados como capital catalisador, destinado a absorver os riscos mais altos de investimentos iniciais e destravar novos aportes privados. A proposta é reduzir barreiras financeiras para viabilizar veículos de investimento voltados à adaptação climática na África, continente que recebe menos de um décimo do financiamento climático global e ainda menos recursos direcionados especificamente à resiliência.

A WCF afirma que a nova janela apoiará o desenvolvimento e a expansão de instrumentos financeiros que respondam ao aumento de eventos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas e enchentes mais frequentes. Gestores de fundos poderão submeter propostas conceituais até 15 de janeiro de 2026 pelo site afwafrica.com. A expectativa é que os recursos sejam alavancados rapidamente para atender demandas urgentes em mercados emergentes.

A IMCA reúne nove membros, entre eles os ministérios das Relações Exteriores de Dinamarca e Islândia e o Nordic Development Fund (NDF). Em comunicado, os parceiros destacaram que o mecanismo pretende acelerar investimentos resilientes ao clima e demonstrar como o uso de capital público pode reduzir riscos e estimular aportes privados em larga escala.

Com a ausência dos Estados Unidos na COP30 e o recuo de estruturas americanas voltadas ao financiamento climático, outras lideranças vêm assumindo maior protagonismo na operação da IMCA. A instituição afirma que continuará articulando governos, fundos e investidores para transformar compromissos anunciados em fluxos concretos de capital para adaptação no continente africano.



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